El Árbol de la Vida – taller Imaginario Oracular

El ÁRBOL DE LA VIDA

Es el tema del próximo encuentro de IMAGINARIO ORACULAR.

A través de este símbolo de Verticalidad y Ascensión la propuesta es explorar la manera como habitamos nuestros cuerpos y como nos relacionamos con las raíces – nuestro hilo biográfico – y con el movimiento de expansión – el crecimiento y frutos de nuestras ramas.

¿Dónde venimos, que nos sostiene? ¿Qué condicionamientos queremos transcender? ¿Qué sentido de posibilidad se manifiesta ahora?

El IMAGINARIO ORACULAR nos invita a mirar de manera simbólica para potenciar la Creatividad. Es un trabajo lúdico y de auto conexión basado en métodos arteterapéuticos.

8 de noviembre

19.15h – 22h

Sala Armónia, c/ Terol 8, Barcelona

Reservas: hola@verapaulino.com

Aportación: 30€ material incluido (pagar con la reserva)

El Potencial – taller Imaginari Oracular


EL POTENCIAL

será el tema del próximo taller del IMAGINARIO ORACULAR.

Es la percepción del ESPÍRITU, a través del conocimiento intuitivo, que nos revela nuestro POTENCIAL.

La propuesta es conectarnos con nuestros tesoros internos, con lo que existe en potencia dentro nuestro y que desea manifestarse.

El Imaginario Oracular nos invita a mirar de manera simbólica para potenciar la creatividad. Es un trabajo lúdico y de autoconexión basado en métodos arteterapéuticos.

Aportación: 30€ (material incluído)

Recolhimento Criativo

Depois de algum tempo sem escrever na web e sem propor workshops ou a Noite do Oráculo, gostaria de partilhar convosco que neste momento estou a dedicar-me a um projeto criativo muito significativo para mim.
Como arte terapeuta, acredito que a prática artística é o fundamento que sustém a prática arte terapêutica, assim com a vivência dos próprios processos pessoais, com presença e criatividade. São dois aspetos que considero muito importante para que haja uma coerência com o exercício profissional.

Por outro lado, aproveito este momento de recolhimento criativo para aprofundar as minhas pesquisas e estudos no âmbito que tem dado forma à minha atividade arte terapêutica: o papel da mirada simbólica a través de linguagens universais como a Mitologia e os Arquétipos.

Os que acompanham o meu trabalho conhecem a importância do recurso que é o jogo com o oráculo, com a sua qualidade lúdica, o seu potencial revelador e algo de carismático, que apela à magia da conexão com nós próprios e com a Vida. Continuo a aprofundar e experimentar com esta ferramenta que me apaixona e este momento passa também por ir construindo a maneira – criativa, artística, autêntica – de compartir com mais pessoas o seu potencial terapêutico e transformador.

Incluo-vos a todas e todos neste processo de novas gestações, com confiança e gratidão.

Lembro, aos que não estão na lista de Acompanhamento Criativo, que para poder comunicar-me convosco por e-mail é preciso que estejam subscritos:

https://mailchi.mp/e00b89e7863b/verapaulino

 

 

 

pintura de Georgia O’Keeffe

O Oráculo, a entrega

O Oráculo fala-nos de um movimento cósmico, uma força de Vida que nos transcende, uma ordem natural e divina que nos pede humildade e aceitação. É um movimento que funciona como uma limpeza profunda de tudo o que possa estar estagnado, das crenças, padrões, hábitos que nos impedem de avançar, das emoções e pensamentos tóxicos que nos bloqueiam. Se temos sentido caos nas nossas vidas, o Oráculo pede-nos que colaboremos com esta limpeza, em vez de lhe resistir. E colaborar com esta limpeza cósmica implica ocupar-nos da nossa parte: discernir o que há que deitar fora, soltar o que já não nos dá alegria, o que já não nos pertence realmente e está a impedir a circulação da nossa energia vital. Implica, talvez, revisitar o passado, desde um lugar de amor próprio, para recuperar partes de nós que possam ter ficado lá atrás, bloqueadas nalguma situação que não sarou. E implica reconhecer a força da Vida que atua para além da nossa vontade – no tempo cíclico, na natureza, no Universo, – e sermos-lhe devotos, render-nos e fluirmos com ela. Sintonizar a nossa vontade com este poder maior é um ato de humildade que nos empodera, e um ato de libertação que nos devolve a nós mesmos. Aqui é onde reside a essência da verdadeira Autonomia.
Crescemos para além da atitude infantil de carência e dependência que pauta a nossa forma de estar neste mundo, a nossa forma de nos vincularmos. Crescemos para a consciência de que podemos amparar-nos a nós mesmos e já não estaremos nesta vida como eternas crianças desamparadas que sabotam os nossos projetos e relações. Precisamente porque saímos da polaridade da omnipotência quando nos rendemos à força da Vida que nos atravessa, quando nos entregamos completamente ao movimento cósmico que vem contrariar aquilo que achamos que queremos, mas que no fundo vem sempre ao encontro daquilo que realmente precisamos. A dádiva desse ato de entrega e confiança é a consciência de plenitude.
É como uma brecha que se abre para que possamos começar a sentir abundância nas nossas vidas. Uma abundância real, baseada na conexão com a Vida, quando desistimos de remar contra a maré, quando paramos de chafurdar até à exaustão nas poças da escassez. Ao recuperar a força da consciência da nossa própria Autonomia e a sensação de Plenitude, algo dentro de nós pode voltar a suavizar-se e a abrir-se. Podemos deixar que se derrubem os muros e que caiam as máscaras que já não precisamos que nos protejam e receber a graça de uma autêntica conexão com o que há ao nosso redor. Nesse estado de abertura a Vida poderá alcançar-nos e poderá amar-nos. Nesse estado de abertura estaremos preparados para a receber.

 

Oráculos
The lover and the beloved, Rumi Oracle, Alana Fairchild
Gates of Heaven, Kuan Yin Oracle, Alana Fairchild
The dance of the planets, Journey of love, Alana Fairchild
La oración, Archangel Michael, Doreen Virtue
Divine Order, Magdalene Oracle, Toni Salerno
Karmic Grace, Crystal Mandala Oracle, Alana Fairchild
Princess Charming, Soulful Woman, Shushann Movsessian and Gemma Summers

 

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
Nos dias de hoje, a ideia que temos de espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – está cheia de ambiguidades, associações duvidosas e um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido.

Nos meus processos de experimentação como arte terapeuta descobri no Oráculo uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei este projeto para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.
É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilho um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar”, mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.
É um projeto experimental, que se vai construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

 

Pintura de Simon Kenny

Apaixonar-se

Vivemos numa sociedade tão focada nos resultados que não sabemos disfrutar de certas coisas se não lhes podemos ver o propósito, a utilidade. E principalmente se não sabemos com antecipação onde nos levarão. Mas isso não saberemos nunca.
Apaixonar-nos por alguém é algo para ser disfrutado independentemente de como a conexão se possa desenvolver, porque o sentimento revitaliza-nos. Quando nos apaixonamos sentimo-nos mais ativos, o nosso corpo e as nossas emoções estão mais presentes, mais despertos e, consequentemente, mais abertos e recetivos. É como se a vida tivesse, de repente, mais cores, reparamos em pormenores e apreciamos certas coisas que antes nos poderiam passar desapercebidos. Estamos mais atentos e mais sensíveis.
É todo um movimento energético que traz renovação ao nosso ser, como uma onda que vem e nos sacode da estagnação e da imobilidade emocional na qual nos encontramos em certos momentos das nossas vidas. Uma onda que limpa e purifica, que nos acorda para tudo o que há ao nosso redor. Porque quando nos apaixonamos sentimos mais o nosso corpo, o coração bate com mais força quando a pessoa de quem gostamos se aproxima, quando a encontramos em lugares inesperados, se fala connosco, se nos toca…. Sorrimos ao sentir por acaso uma música que ressoa com o nosso sentimento…. É como se o mundo nos desse sinais, nos refletisse o estado de enamoramento.
É uma mudança energética que tem o efeito positivo de “limpar-nos” de emoções tóxicas e de remover toda a energia que possa estar bloqueada devido a mágoas passadas. Por isso há que permitir e disfrutar do sentimento, saber apreciar e aproveitar o seu efeito revitalizante.

No entanto, é preciso referir que muitas vezes não conseguimos relaxar-nos e simplesmente saborear o estar apaixonado. Temos a tendência para nos avançar ao que possa estar a acontecer no momento presente e projetar-nos no futuro numa tentativa de antecipar o que poderá acontecer. Quando fazemos isto desconectamo-nos dos nossos sentimentos e tornamo-nos prisioneiros das nossas mentes. E as nossas mentes não se interessam em sentir, e sim em saber: “Será que algum dia gostará de mim? Será que já reparou em mim? Saberá sequer que existo? O! E se se apercebe do que estou a sentir? Que vergonha…. Será que tem namorada? Qual será o seu signo? Agora já sei vai ao ginásio às segundas. Lá estarei cada segunda. Ou melhor, nunca mais lá ponho os pés e acabo já com esta parvoíce sem sentido!”
É inevitável, toda esta atividade mental. Mas faz-nos sair da magia do sentimento e começar a julgá-lo, a tentar controlá-lo, a tentar controlar a situação. Porque perante a intensidade do que sentimos é-nos difícil aguentar a incerteza do que poderá, ou não, acontecer.
Mas parte da magia de apaixonarmo-nos é precisamente o não saber. Quando permitimos o sentimento e podemos atravessar a incerteza estamos mais presentes no nosso corpo e no coração, e consequentemente geramos saúde. A energia do enamoramento é uma energia de criação e, com sabedoria, podemos aproveitá-la e canalizá-la a nosso favor, independentemente de como se desenrole a relação. Para poder aproveitar esta energia há que permitir os sentimentos, permitir que fluam dentro de nós como águas. E há que apreciar a intensificação sensorial e emocional que pode desconcertar-nos, porque nos faz sentir diferentes daquilo a que estamos habituados, porque traz caos aos nossos dias tao bem organizados. Mas disso se trata, de receber esse caos temporário com o coração aberto, de despertar do torpor e da passividade emocional e sentir-nos partícipes ativos e criadores das nossas próprias vidas.

 

Pormenor da pintura “The dance”, de Rassouli

O Oráculo, Habitar profundidades

Sonhar é a nossa capacidade de nos aventurarmos nos desejos inquietos do nosso coração. É entrar no mundo da imaginação sem medo de nos perdermos, navegar ondas de possibilidades e atravessar com coragem toda essa intensidade.
Sonhar não tem a consistência nem o peso da vontade. Não tem a lógica nem o sentido prático dos objetivos. Não tem a definição clara nem o foco dos propósitos. Sonhar é um lugar onde tudo é possível, com as cores do desejo, o brilho da magia e o calor da paixão.
É um lugar para vidas secretas, para nos experimentarmos diferentes, para expandirmos a ideia que temos de nós mesmos.

O Oráculo convida-nos a sonhar. Os sonhos são a semente da criação, o ingrediente mágico para que as nossas vidas voltem a ter sabor, o conjuro para quebrar o desencanto.
Há momentos em que não temos de fazer nada, em que o melhor é ficarmos quietos e observar. É nessa quietude e sossego que surgirá o espaço para podermos sonhar.
O Oráculo diz-nos que é altura de recuperar o encanto. É momento de pararmos de nos esforçar tanto para manter as nossas vidas no eixo. Pararmos de nos esforçar tanto para manter a mesma ordem, os mesmos contornos, as mesmas dinâmicas. Tentamos condicionar as nossas possibilidades. Tentamos restringir as nossas vias. Tentamos controlar todos os resultados. Tentamos resistir à mudança. Tentamos até à exaustão.
Precisamos realmente sucumbir, sem uma gota de energia, nessa tentativa vã de reter o fluxo da vida? Precisamos realmente ser derrubados para nos rendermos à força da Criação?
Resistimos porque a Criação implica a mudança de formas que tentamos evitar a todo o custo. É o desconhecido que nos assusta, a incerteza que nos inquieta. E continuamos a achar que podemos tudo e que tudo passa pela força da nossa vontade e pelo esforço do nosso controle. Não passa. Não podemos tudo.
Mas podemos sonhar. Podemos submergir-nos nessas mesmas profundidades onde se gesta a mudança, onde se gesta as novas formas que desejam manifestar-se, onde se gesta nova vida. Aí os nossos sonhos estarão em sintonia com o grande sonho que a vida tem para nós.
Estamos demasiado acostumados a habitar apenas o mundo da superfície. Passamos o nosso tempo a chapinhar em águas rasas e assusta-nos a escuridão das águas profundas. Até que nalgum momento levamos um empurrão. Até que a vida decide pôr-nos à frente os monstros mais horríveis, asquerosos, irritantes para que nos atrevamos a mergulhar. Para que possamos entrar nesse lugar onde eles habitam e reconhecer as suas formas reais. Para que possamos reconhecê-los como os nossos lugares por explorar.

Somos muito mais do que podemos conceber, temos raízes, longas, vastas, imensas para que a Terra nos possa acolher. Se passamos toda uma vida à superfície… quanto ficará por conhecer… Se passamos toda uma vida a tentar manter tudo igual… quanto ficará por viver…
A profundidade é um lugar a conquistar. Um lugar que precisamos atravessar para emergir renovados, mais inteiros, mais completos, com a capacidade de brilhar.
O Oráculo convida-nos a entrar. Entrar na aventura, entrar na travessia, entrar na magia de todas as transformações. Entrar nesse lugar onde podemos observar, intuir e sonhar. Entrar no ventre da vida que quer mais vida, que gesta as novas formas e encontra os nossos sonhos para os manifestar.

 

 

Texto inspirado pelos seguintes Oráculos:
Amaterasu, el Oráculo de la Diosa, Amy Sophia Marashinsky
Blood Angel, Rumi Oracle, Alana Fairchild
Temple of black obsidian, Isis Oracle, Alana Fairchild
Dream a little, Journey of love, Alana Fairchild
Serendipity, Magdalene Oracle, Toni Carmine Salerno
Su intuición es pura, Archangel Michael, Doreen Virtue
Cernunnos, Gods and Titans, Stacey deMarco

 

O Oráculo
Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.
Nos meus processos de experimentação como arte terapeuta descobri no Oráculo uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei este projeto  para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.
É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilho um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar”  mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.
É um projeto experimental, que se vai construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

Pintura “Blue Circus”, de Marc Chagall

O Oráculo – Integridade e Rebeldia

O mundo vai sempre tentar domar-nos, civilizar-nos e moldar-nos. “O que é que se espera de nós? O que é que a nossa família, a nossa cultura, a nossa sociedade espera de nós?” Será que vivemos toda uma vida com essa questão como guia inconsciente das nossas ações e decisões?
Somos rebeldes, mas continuamos a obedecer. Denunciamos, criticamos, contestamos. Mas continuamos a pactuar com as mesmas coisas contra as quais nos afirmamos. Porque a verdadeira rebeldia não é afirmar-nos contra. Contra seja o que for que nos cause a mais profunda indignação e resistência. A verdadeira rebeldia é afirmar-nos a favor: dos nossos valores, dos nossos sentimentos, das nossas necessidades autênticas, do nosso Desejo de alma.
Mas isso requer coragem. Primeiro requer a coragem de abdicar da necessidade de aprovação externa. Requer a coragem de não precisarmos agradar aos demais. Requer a coragem de dizer “Não” àquilo que nos lastima, deprime, enferma. E, principalmente, requer a coragem de deixarmos de nos guiar pelas tendências externas – e demandas, e pressões, e exigências…
Ou seja, requer a coragem de não conferir o nosso poder ao mundo, mas a nós próprios. E esse é um ato de coragem brutal, porque se somos nós que temos o poder, somos nós que temos a responsabilidade.
A verdadeira rebeldia não é rebeldia senão integridade. Quando estamos em posse do nosso poder e assumimos a responsabilidade pelas nossas vidas começam a desfazer-se as querelas contra a autoridade, porque já não precisamos projetar autoridade em figuras externas. Já não precisamos viver em constante luta e podemos dar a reforma ao nosso querido rebelde interno, a que tanto nos afeiçoámos.

O Oráculo diz-nos que há momentos em que reunir essa coragem e afirmar-nos a nós próprios é uma questão de vida ou morte: quando há uma ou várias situações nas nossas vidas que nos envenenam, quando a energia ao nosso redor é tão tóxica que estamos doentes, deprimidos, anestesiados, exaustos, violentos.
Para não morrer em vida, alguma morte tem de acontecer. O que é que temos de soltar? A que falsas seguranças há que renunciar? De que confortos temos de abdicar? Que empregos, projetos, relações precisamos largar?
Ou talvez o grande ato de coragem seja o nosso próprio recolhimento. Um recolhimento temporal, cíclico. Permitir-nos retirar do rebuliço constante do mundo externo é a única forma de nos reencontrarmos com nós mesmos. Afastar-nos do ruído é a única forma de acedermos ao nosso silêncio interno e é nesse silencio que encontraremos os nossos valores, os nossos desejos, o nosso caminho. É no silêncio desse recolhimento que nos poderemos conhecer e reforçar laços de confiança com a nossa intuição e os nossos instintos.
Mas esse recolhimento não é um isolamento. É uma decisão consciente de ter momentos de disponibilidade para as demandas externas, e ter igualmente momentos de disponibilidade apenas para nós. E o que é que nos permite conectar connosco? O que é que nos nutre e nos inspira? O que é que nos recarga energia e nos regenera? Talvez meditar, escrever, pintar, dançar, rezar, ouvir música, fazer desporto… O que seja que nos ajude a criar pontes para essa parte de nós que o mundo nunca poderá civilizar. Porque, se buscamos afirmar-nos neste mundo, e se já chega de falsa rebeldia, é altura de recuperar esse outro “eu” interno que permanece puro e selvagem. Que não se rebela contra nada porque não se sente ameaçado por nada, porque permanece íntegro.
Esse outro “eu” a resgatar, é a parte de nós próprios com que poderemos realmente estar no mundo. É a nossa pureza, a nossa individualidade essencial.
Conectados com ela poderemos ocupar um lugar na sociedade sem descuidar a vida interior. Poderemos relacionar-nos com abertura sem que os demais nos devorem. Poderemos entregar-nos ao mundo sem nos perderemos de nós mesmos.

 

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.
Nos meus processos de experimentação como arte terapeuta descobri no Oráculo uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei este projeto  para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.
É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilho um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar”  mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.
É um projeto experimental, que se vai construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

Pintura da artista Clare Elsaesser

 

Oráculos

Abandone esa situación malsana, Archangel Michael, Doreen Virtue
She feels she knows, Sacred Rebels Oracle, Alana Fairchild
The cloak, Journey of love, Alana Fairchild
Artemis, Mythic Oracle, Carissa Mellado
Outdoors, Archangel Oracle, Doreen Virtue
El perrito de las praderas, Las cartas de la medicina, JamieSams y David Carson
La mariposa, Las cartas de la medicina, JamieSams y David Carson

O Oráculo – Desconhecer

“ Quando transcendemos os pares de opostos e podemos intuir o que há mais além do bem e do mal, abre-se a porta de acesso ao mistério.” Joseph Campbell

 

Não precisamos saber tudo, não precisamos entender o porquê de certas coisas, nem buscar incansavelmente todas as justificações. E se em vez disso nos abríssemos ao Mistério? O Mistério pela beleza do Mistério e não pelo afã compulsivo de tentar desvendá-lo.
Se a humanidade evoluiu científica e tecnologicamente como evoluiu foi certamente devido à curiosidade, à persistência em tentar entender e descobrir – explorando, experimentando, trabalhando. Mas o que é que podemos dizer da nossa evolução espiritual? Quantos de nós ouvimos a palavra “espiritualidade” e não podemos deixar de associá-la a religião, ou esoterismo ou espiritismo? Espiritualidade é a nossa conexão com a essência das coisas, com a alma do mundo, com nós mesmos, com o Mistério – o invisível, o desconhecido.
É realmente necessário separar tão drasticamente o sagrado e o quotidiano? Porque é que nos assusta tanto conceber que não existe só aquilo que vemos e conhecemos? Porque é que temos tanto medo?
Do medo à incerteza e ao desconhecido vem a necessidade de controlar tudo. Incapazes de confiar numa inteligência maior e no desígnio da própria Vida, torna-mo-nos omnipotentes e acreditamos que tudo passa pela nossa capacidade, ou incapacidade, de fazer acontecer. E vivemos uma existência desconectados da própria Existência. Porque espiritualidade é conexão – é reconhecermos a nossa relação direta com todas as coisas, é vivermos essa relação. Com a natureza, com a cidade em que moramos, com os alimentos que comemos, com os acasos, os imprevistos, as sincronias. Com o espírito das coisas que nos rodeiam, com o mundo externo e o mundo interno.
Como são essas relações? Há amor? Há diálogo? Há comunicação e entendimento? Ou somos surdos e mudos à vida ao nosso redor? Há fluidez e harmonia? Ou há resistência e conflitos? Há fé ou há descrença?

O Oráculo fala-nos de Abundância. Talvez porque já tivemos a nossa dose de escassez e os nossos corpos e os nossos espíritos pedem com Desejo – seja melhor saúde, prosperidade material e económica, relações profundas e significativas, desafios estimulantes, poder criativo.
Mas enquanto nos fala de abundância coloca-nos perante esta questão – “Até que ponto somos capazes de nos esvaziar para podermos receber?”
O que é que preenche a nossa vida neste momento? O que é que ocupa todo o espaço?
Muitos de nós temos vivido, ou vivemos nalgum momento, transformações pessoais que implicaram perdas. Muitos de nós vimos as nossas vidas e as nossas pessoas ficarem desprovidas daquilo que parecia ser essencial – coisas, pessoas, crenças, valores que tínhamos entranhados. E o que fica é um grande vazio.
E como é que nos relacionamos com esse vazio?
A abundância pede canais para entrar nas nossas vidas, e o vazio que fica depois de uma perda tem em si o potencial de se transformar em espaço para receber abundância. Se vivemos a perda com culpa ou com ressentimento o vazio deixa de ser canal pois fica obstruído.
Como é que nos relacionamos com a culpa, com a mágoa por tudo aquilo que não deu certo, por tudo aquilo que se perdeu? Como é que nos relacionamos?
Porque senão nos relacionamos não estamos a honrar, nem o valor das nossas experiências, nem os ciclos de transformação naturais, nem as oportunidades de recomeçar, nem os nossos sentimentos. Talvez seja demasiado, talvez necessitemos parar e reconhecer que é demasiado, e reconhecer que não estamos a conseguir sozinhos, e poder pedir ajuda. Porque, de facto, não estamos sozinhos. Não existimos isolados. Não somos omnipotentes. E não somos só um corpo, nem só emoções, nem só intelecto, nem almas “desencarnadas”. Somos todas essas coisas ao mesmo tempo.

A abundância que quer entrar nas nossas vidas pede-nos o reconhecimento dessa integridade. Pede-nos que honremos aquilo que sentimos – honremos a culpa, que a possamos sentir, encarar, permitir. E largá-la para que não se transforme numa emoção a obstruir os canais das novas manifestações. Pede-nos que honremos os nossos corpos – respeitando as suas necessidades, permitindo que expressem as emoções, escutando o seu desejo de sensualidade. E pede-nos que honremos a nossa alma – sabendo-nos conectados com o Todo, cultivando relações com a alma deste mundo que habitamos, e permitindo-nos a vulnerabilidade de não saber, de não poder tudo.
Permitindo-nos a vulnerabilidade de pedir – aos amigos, à família, aos terapeutas, aos “chamans”, aos céus, a Deus, a Buda, aos antepassados, ao Universo, à Vida. Simplesmente pedir. Convidar a Abundância. Bem no centro dos nossos vazios, expirando culpas e dores, inspirando gratidão e aceitação. Porque sem saber e sem poder tudo, perante o mais absoluto Mistério, é quando poderemos começar a receber, é quando poderemos recomeçar a viver.

 

Oráculos

Abundance of Sothis, Isis Oracle, Alana Fairchild
Perdónese, Archangel Michael, Doreen Virtue
The Prophet, Magdalene Oracle, Toni Carmine Salerno
From nothing to everything, Rumi Oracle, Alana Fairchild
Deméter, el Oráculo de la Diosa, Amy Sophia Marashinsky
Seek the counsel of your shamanic guides, Eye of the Soul, Cheryl Rose
The ancient ones, Journey of love, Alana Fairchild
Acorn’s Invitation, Faery Oracle, Lucy Cavendish

 

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.

Nos meus processos de investigação como arte terapeuta descobri nos Oráculos uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei o projeto Imaginário Oracular para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.

É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilharei um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar” nada mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.

É um projeto experimental, que se irá construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

Pintura de Emil Nolde

Acolher

O Oráculo diz-nos que a única forma de nos libertarmos dos condicionamentos do passado é encontrar a maneira de fazer as pazes com tudo o que nos aconteceu. Mais do que perdoar, mais do que aceitar, trata-se de poder acolher e validar esse passado.
O desafio é que possamos olhar para todas as nossas experiências com ternura, com a compreensão amorosa de uma mãe que vê a sua criança a fazer disparates porque precisa experimentar e descobrir-se a si própria e ao mundo.
Os erros, as desilusões, os projetos que simplesmente não vingam, sem que possamos entender porquê são passos inevitáveis, incontornáveis, num caminho de aprendizagem.

Não vivemos só a nossa vida, vivemos uma vida que é de todos, em que tudo está conectado. E há coisas que não dependem só do nosso esforço nem da nossa vontade.
Poder acolher as nossas experiências, ficar em paz com elas e com nós próprios, e continuar a caminhar é aquilo a que se chama Sabedoria. O contrário seria tentarmos avançar na vida com uma bola de chumbo amarrada a cada pé, arrastando desnecessariamente o peso dos nossos arrependimentos, culpas, ressentimentos e mágoas.

O Oráculo lembra-nos do processo criativo que é a nossa vida. Os processos são cíclicos e dinâmicos, são movimento constante. E o caos também faz parte do processo. Há um momento de desconstrução, ou mesmo de destruição, que dará lugar a um vazio.
Podemos aguentar esse vazio dentro de nós próprios? Podemos amparar-nos e manter a visão do nosso Desejo autêntico quando a destruição é tão brutal que já nem sabemos quem somos?
Podemos amar-nos ainda assim?
Podemos encarar os nossos grandes disparates, podemos encarar tudo o que desconhecemos de nós, tudo o que não gostamos, e ainda assim amar-nos? Parar de querer ser outra coisa, parar de lutar essa tremenda luta interna e abraçar tudo aquilo que somos?
Como se relacionam esse homem e essa mulher que nos habitam independentemente do nosso sexo? Como se relacionam o nosso Masculino e o nosso Feminino internos?

Porque só quando nos podermos respeitar e acolher tudo aquilo que somos nos tornamos suficientemente livres para ultrapassar os muros que nos separam do resto do mundo. Só com muita compaixão por nós mesmos ousaremos sair da nossa carapaça protetora, que nos mantém isolados, e nos autorizaremos a participar na vida como ela é. Com todos os nossos dons e talentos e peculiaridades, ao serviço do todo, em prol de um bem maior.

É imperativo cultivarmos essa consciência. As novas criações que querem emergir depois da destruição, depois do desmoronamento do velho, precisam nascer de uma consciência que reconhece e honra o comunitário. Precisamos estar para os mais velhos, para os mais novos, para o que a própria vida pede com urgência. Precisamos levantar a cara do nosso umbigo e reconhecer essa vida e esse todo com o qual estamos conectados.
O paradoxo é que para o podermos fazer precisamos reforçar o nosso sentido de individualidade. Se começamos por honrar, respeitar e amar a nossa própria singularidade já não nos sentiremos ameaçados pelo exterior, poderemos libertar-nos da auto-observação constante e extenuante e olhar verdadeiramente a vida ao nosso redor.
Libertaremos a energia que temos posto na necessidade de sobrevivência e poderemos pô-la no desejo de criação. E criar pode implicar um “começar de novo” – acolher o que não foi, o que não pôde ser, o que afinal não somos, e apresentar-nos com o que há.

O Oráculo insiste na relação que mantemos com nós próprios usando como metáfora a relação entre os nossos amantes internos. Recomeçar um processo criativo pede uma renovação de votos que celebre a união sagrada entre o nosso Masculino e o nosso Feminino.
Que o nosso Feminino, conectado com a vida e nutridor e, ainda assim, feroz no seu sentido de discernimento e de autonomia, possa receber o Masculino – não mais dominante nem tirano, não mais débil nem ausente, mas fortalecido, seguro e disponível. Porque um processo criativo – seja de uma obra ou da própria vida – implica a união amorosa e a colaboração entre estas duas energias internas. A energia masculina que suporta, assertivo e prático, o florescimento criativo da nossa mulher interior.
Esta união, esta parceria sagrada, é a manifestação do nosso compromisso com nós próprios, de honrarmos a pessoa que afinal somos e as experiências que vivemos. E o fruto desse compromisso serão novas criações, conectadas com a Vida e em sintonia com o desejo do Todo, do qual somos uma pequena e imprescindível parte.

 

Oráculos

Feminitud, La Sabiduría
Archangel Michael, Respect Yourself
Wisdom of Avalon, Disruption
Faery Oracle, Green man’s Bride
The secret language of animals, Elephant
Eye of the Soul, Adapt to a new situation
Wisdom Realms, The web weaver
Sacred Rebel, In the world, not of the world
Divine Circus, The juggler
Journey of Love, Burning Hero
Las cartas de la Medicina, el Oso
Maestros Ascendidos, Osiris

 

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.

Nos meus processos de investigação como arte terapeuta descobri nos Oráculos uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei o projeto Imaginário Oracular para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.

É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilharei um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar” nada mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.

É um projeto experimental, que se irá construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

Detalhe da pintura “Mujer ante el espejo”, Picasso

Histórias de Mulheres

“Talvez nasçamos a saber os contos das nossas avós e parentes ancestrais, que nos correm no sangue repetindo-se interminavelmente, e o choque que sentimos quando pela primeira vez temos de suportá-los talvez não seja de surpresa mas sim de reconhecimento.” P. L. Travers (autora de Mary Poppins)

O choque vem quando, a certa altura, percebemos que isso que estamos a viver não é só a nossa história. É uma história que se repete, como as lendas da nossa terra que vão passando de geração em geração. Uma história que tem vida própria.
Perceber isso é sem dúvida um choque.

Mas podemos ver essa história como uma raiz que nos ajude a lembrar e nos devolve ao essencial.
E a partir dela criar novas histórias para as novas gerações.
Se podemos ver, podemos escolher e começar a perguntar-nos “Que legado desejamos agora criar?”

 

 

Collage para a tese “Árvores flutuantes, uma viagem no feminino – arte terapia com mulheres imigrantes”.