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O Oráculo, Amor de Verdade

Amor de Verdade

O Oráculo fala-nos de Amor. Que esperanças de amor, que sonhos e visões morrem e nascem em nós nestes momentos de mudanças?
Que crenças sobre o amor nos pede a vida que larguemos para podermos começar um novo ciclo vital? Podemos enfrentar as ilusões que construímos e permitir a dor e o alívio da claridade ou preferimos ainda a dormência do auto engano?

Talvez tenhamos atravessado um período de desmoronamento de certos aspetos das nossas vidas, talvez tenhamos sido forçados a encarar o que durante muito tempo não podíamos ver. Por mais que o engano assuma uma forma externa é sempre um reflexo de ilusões de autoria própria. Talvez estejamos de luto. Talvez nos assaltem a raiva e a indignação. Talvez possamos começar a ver em nós a sombra das circunstâncias que tanto negámos. E talvez nos assombre a culpa.
A tristeza serve um propósito, a raiva também, a culpa não. A culpa corrói, é uma barreira que nos priva da beleza, do gozo, das dádivas do presente. Por isso é altura de sermos práticos e transformarmos a culpa em auto-responsabilização. É altura de nos apropriarmos das nossas experiências, usá-las como impulso para avançar e elixir para nos fortalecer. Sobretudo porque, ao assumirmos a nossa responsabilidade pelo que se manifestou, estamos a recuperar o nosso poder criador. E é-nos dada a oportunidade de criar algo diferente.

O Oráculo diz-nos para sermos conscientes dessa oportunidade. Convida-nos a abraçar esse poder criador e a embarcar no processo criativo do novo ciclo das nossas vidas. Incita-nos a render formulas antigas e crenças desatualizadas para não repetirmos o auto engano. Para não criarmos novas ilusões com base no que “é suposto” e no que pensamos que se espera de nós.
Passado e futuro convergem neste momento presente e agora a escolha é nossa.
Que futuro sonhamos para nós e para as novas gerações? Podemos silenciar todas as vozes dentro e fora e ouvir apenas o impulso do nosso coração? Podemos ser suficientemente corajosos para nos encontrarmos frente a frente com a nossa Verdade? Ou precisamos que nos continuem a dizer o que devemos querer, que trabalhos devemos fazer, que relações devemos desejar? Precisamos continuar a buscar fora quem achamos que devemos ser?

Se no passado criámos ilusões e se assistimos ao seu desmoronamento, é sinal que o nosso coração deseja algo diferente para nós. Aproveitemos o impacto da desilusão. Aproveitemos o grande, imenso, profundo vazio que se nos apresenta no horizonte como um implacável oceano. É como o útero no qual uma nova vida poderá ser gerada e como as águas que a acolhem. E se escolhemos recuperar o nosso poder criador saberemos que é nas águas silenciosas que começa a criação. No mundo líquido dos sonhos e da memória.
Porque aí sonhamos um futuro comum neste universo comum. Aí sabemo-nos parte de um todo, aí o meu sonho de amor e de paz é o sonho de todos, é o sonho dos que já cá não estão e é o sonho dos que virão.
E é nesse mesmo lugar intemporal onde podemos encontrar a nossa singularidade e emergir com o conhecimento do lugar e do papel que nos toca no tecido comum. Aí no vazio, no inconsciente, no silêncio. O Oráculo fala-nos da importância de reconhecermos e expressarmos essa singularidade. De nos honrarmos, honrando os nossos dons e a nossa forma única de participar no futuro que desejamos. Ousando brilhar e partilhar a luz que existe em nós. Já não nos podemos dar ao luxo de privar o mundo dessa luz. Já não nos podemos permitir continuar a alimentar dúvidas e crenças de escassez e competitividade. Já não podemos continuar a alimentar o mundo de medo. É altura de escolher amor.

Escolher amor implica transmutar a visão de nós próprios como eternas crianças feridas e confiar na vida. Talvez não tenhamos experimentado nutrição e abundância no passado. Podemos ainda assim acreditar que podemos experimentá-las agora? Podemos pedir, desejar, afirmar que desejamos sentir-nos amados, nutridos e viver em plenitude? Podemos chorar as nossas mágoas e gritar as nossas raivas e depois avançar para um futuro no qual reivindicamos o nosso direito ao amor e à abundância?
Não desde a exigência da ferida, mas de uma amorosa compaixão. Não desde a pressa nem do forçar acontecimentos,mas da confiança nos processos. A confiança na nova vida, no novo ciclo, no novo amor.
A confiança no amor que se quer manifestar nas nossas vidas porque é o sonho comum, e o sonho comum tem muita força. Se permitirmos terá muito mais força do que qualquer necessidade de ilusões. Se permitirmos inspirará claridade nas nossas vidas. Porque é muito maior, é imenso, é expansão. E é de Verdade.

 

Oráculos

“Love”, Wisdom of Avalon
“Magdalene”, Magdalene Oracle
“Gaia’s Dragon”, Dragonfae Oracle
“Chumara”, Dragonfae Oracle
“ Dryster”, Dragonfae Oracle
“Dreamcatcher”, Dragonfae Oracle
“Oonagh”, Oracle de les Déesses
“The cow”, Wisdom of Avalon
“As de Michel”, Tarot des Archanges
“Roi de Raphael”, Oracle des Anges
“Culpa”, Tarot de Osho

 

Pintura “O nascimento de Vénus”, Botticelli

 

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.

Nos meus processos de investigação como arte terapeuta descobri nos Oráculos uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei o projeto Imaginário Oracular para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.

É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilharei um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar” nada mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.

É um projeto experimental, que se irá construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

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