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O Oráculo, Criar o futuro do mundo

O Oráculo

Na Antiguidade consultar o Oráculo era um ato natural para buscar orientação. Porque para os antigos a relação com o mistério era algo natural – os seus deuses e deusas ajudavam-nos a dar sentido ao inexplicável e uma certa ordem ao caos próprio da existência humana.
A espiritualidade – a nossa relação com o que nos transcende – é nos dias de hoje algo cheio de associações duvidosas, de ambiguidades e de um ceticismo que mascara o nosso eterno medo face ao desconhecido. O resultado é uma profunda fome espiritual – somos uma sociedade desnutrida e desamparada, e a consequência são sintomas como a ansiedade e a adição.

Nos meus processos de investigação como arte terapeuta descobri nos Oráculos uma ferramenta de grande riqueza e potencial – a nível terapêutico, artístico, lúdico e espiritual – e criei o projeto Imaginário Oracular para trabalhar com o Oráculo a partir de métodos arte terapêuticos.

É um recurso que tenho vindo a explorar nos últimos anos e que tem sido fonte de nutrição e inspiração e, nesse sentido, proponho-me partilhá-lo de forma mais ampla, para além do espaço das minhas consultas e workshops.
Assim, mensalmente, partilharei um texto escrito a partir de uma mensagem do Oráculo para todos nós. Um texto resultante do processo criativo em que as imagens, os mitos, os símbolos de diferentes cartas se transformam em palavra escrita. Não para “adivinhar” nada mas para inspirar-nos a todos na criação dos nossos futuros.

É um projeto experimental, que se irá construindo de forma orgânica.
Um projeto para partilhar a inspiração do Oráculo e o seu potencial sanador e criativo.
Par ir reconciliando as ambiguidades, internas e externas, e as minhas próprias resistências acerca do que é um Oráculo.
E para continuar a experimentar e investigar as fronteiras do artístico, do mistério, do acaso, da intuição, da comunicação. Daquilo que é a consciência compartida onde todos estamos de alguma forma conectados, e em que as ações de um têm repercussões que nos afetam a todos.

 

Criar o futuro do mundo

O Oráculo diz-nos que começamos a despertar para os nossos dons e talentos e que é momento de nos perguntarmos – como podemos contribuir para o futuro deste mundo?
É tempo de manifestarmos, de expressarmos o nosso potencial e abraçarmos o nosso poder criativo – que sonhos, que visões alimentamos?
Temos uma chama cá dentro, é o poder de criar e fazer encarnar aquilo em que nos decidimos focar.
Podemos ver prosperidade? Ousamos sonhar? O desejo chama-nos, a sussurrar e a gritar aquilo que o coração quer. Podemos escutar? Podemos calar o ruído externo, das expectativas e convenções, e ouvir apenas a voz dos nossos corações?
Se é tempo de criar é tempo de confiar, saber que aquilo que mais desejamos também chama por nós. Saber que podemos ousar e pôr toda a nossa energia em manifestar – confiando na obra, no projeto, na saúde, na relação que quer nascer. Porque o processo não tem de ser uma luta, um constante ato de forçar e fazer acontecer. A vida já sabe. A vida sabe o caminho e a vida está por nós, oferecendo-nos imprevistos, erros, sincronias, falando na língua dos acasos e das coincidências. Só temos de escutar a sua voz, sintonizar a nossa vontade com a sua e os nossos tempos com os seus. E honrar o desejo de criar, confiando no processo e deixando-nos guiar.
Essa é a sabedoria. Porque não estamos sós e os nossos sonhos não existem isolados. Não estamos realmente separados, a criatividade de um é a criatividade de todos, e no final tudo converge.
É tempo de ampliar, de abranger, de expandir. Ver o todo e não perder a continuidade. Ver de longe e ver de dentro. Porque ao ir dentro encontramos a sabedoria e, ao afastar-nos o discernimento. Sejamos árvores, de raízes bem profundas e ramos abertos ao vento.
Para criar e realmente manifestar, precisamos encontrar esse momento, esse lugar, em que o nosso espírito e a nossa realidade são como dois amantes, saciados e cansados, que se começam a aceitar.

Somos feitos de dualidades, habitam-nos os amantes, vivem em nós todas as vidas que vivemos antes. Habitam-nos os nossos antepassados, nos sonhos e nos medos, nas esperanças que nos movem, nos dogmas que nos frenam.
Somos singulares mas somos tantos, e nenhuma parte desse todo se deve descuidar. Se a parte que sonha se desvia, se a que busca se congela, se a desconhecida está ausente… Há que recuperá-las e reuni-las, para que possamos estar inteiros neste momento presente.
Somos livres mas pertencemos, e para que os nossos dons se possam expressar, há que abrir e abraçar, tudo o que em nós pode criar.
E tal como por vezes há que largar para receber, para curar há que morrer. Em pequenas doses, como o antídoto feito do veneno. Há que saber, quando a ferida mais dói é quando começa a sanar. Podemos gritar, podemos espernear, podemos querer de volta o mal estar habitual, mas se realmente queremos avançar saberemos quando é momento de libertar.
O que nos ata à dor é o que nos ata ao nosso lugar, cómodo, previsível, onde nada pode passar. E o processo de curar e poder integrar todas as partes de nós é o caminho para nos apropriarmos de todo o nosso poder, de tudo aquilo que podemos ser.

Estão aí os talentos, escondidos nas feridas, desviados pelos medos, devorados pelos traumas.
O que podemos contribuir para o futuro deste mundo começa por escarafunchar bem fundo, limpar as feridas de onde os dons para criar poderão por fim sair e, livres, começar a circular.

 

 

Oráculos:

“My creative power”, Soulful Women Oracle

“Spirals of manifestation”, Sacred Rebels Oracle

“Divine Intervention”, Eyes of the Soul Oracle

“Ascension”, Magdalene Oracle

“Eye of Horus”, Isis Oracle

“See the signs”, Messengers Oracle

“Yin Yang Lover”, Journey of Love

“Quiron, healing”, Mythic Oracle

“Drangonfae of Rebirth”, Oracle of the Dragonfae

“Tenga confianza en sí mismo”, el Arcángel Miguel

“Sota de Oros”, Shadowscapes tarot

 

Pintura “Starry Night Over the Rhône”, Vincent Van Gogh

 

 

 

 

 

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